José de Alencar

Romancista, cronista, dramaturgo, ensaísta e político. Nasceu em 1829 em Messejana, que à época de seu nascimento gozada do status de município, tendo perdido tal categoria em 1921 integrando como um bairro à cidade de Fortaleza, Ceará.

Sete anos antes de nascer, em 1822, após a Proclamação da Independência, D. Pedro I se torna imperador do Brasil. Dois anos após o seu nascimento, em 1831, D. Pedro I, cedendo a pressões internas e externas, abdica em favor do filho e retorna para Portugal. É nesse cenário político de disputas pelo poder que o jovem escritor crescerá acompanhando o pai que seria senador e, posteriormente, governador do estado do Ceará.

Seus primeiros anos de vida são marcados por mudanças e viagens, determinadas pela vida política do pai, também José Martiniano de Alencar, até que, em 1839, se muda definitivamente para o Rio de Janeiro.

Entre 1837 e 1838, José de Alencar faz com os pais uma viagem ao sertão da Bahia, cuja paisagem fica marcada em sua memória e é inspiração para seus futuros romances: O Sertanejo, O Guarani e Iracema.

Cursa a Faculdade de Direito em São Paulo e Olinda entre 1846 e 1850. Durante o tempo de estudante publica artigos de crítica na revista Ensaios Litterarios e, em 1854, estreia no jornal Diário do Rio de Janeiro, como cronista. No mesmo ano transfere-se para o Correio Mercantil, em que assina a seção Ao Correr da Pena.

Em 1856, trava a primeira das inúmeras polêmicas que marcam sua carreira literária e política: nas Cartas sobre a Confederação dos Tamoios, critica duramente o poema épico de Gonçalves de Magalhães (1811 - 1882), poeta patrocinado pelo imperador dom Pedro II (1825 - 1891).

Ainda em 1856 publica Cinco Minutos, seu primeiro romance.

O Guarani surge em 1857, primeiro em forma de folhetim e com pseudônimo no Diário do Rio, jornal em que atua como redator-chefe e coproprietário. A obra, posteriormente adaptada para ópera por Carlos Gomes, lhe assegura um lugar central no romantismo brasileiro.

Volta-se então para o teatro e produz as peças O Crédito, O Verso e o Reverso e O Demônio Familiar, que lhe garantem sucesso também como dramaturgo.

Após a morte do pai, em 1860, inicia carreira política no Partido Conservador, quebrando a tradição liberal familiar: elege-se deputado e chega a ministro da Justiça entre 1868 e 1870.

Casa-se, em 1864, com Georgina Cochrane, com quem tem seis filhos, entre eles Mário de Alencar (1872 - 1925), também escritor e amigo de Machado de Assis (1839 - 1908).

Em 1865 publica Iracema, romance polêmico, pelo qual é acusado de cometer excesso de liberdade com a língua portuguesa. Machado de Assis toma-lhe a defesa. Na linha de frente dessa acusação encontram-se, entre outros, o escritor português Feliciano de Castilho (1800 - 1875) e Franklin Távora (1842 - 1888), contra quem Alencar escreve, durante cinco anos, as Cartas de Semprônio, posteriormente publicadas em livro.

Em 1868, escreve carta aberta a Machado de Assis, apresentando-lhe o poeta Castro Alves (1847 - 1871). Nesse mesmo ano é eleito senador, mas tem seu nome vetado por dom Pedro II, alvo constante de seus ataques na imprensa e na tribuna parlamentar.

Em 1876, vende seus bens e viaja com a família para a Europa, à procura de tratamento para a tuberculose, contraída aos 18 anos. Retorna oito meses depois, com o estado de saúde agravado.

Vinte anos após sua morte, ao fundar a Academia Brasileira de Letras (ABL), Machado de Assis elege José de Alencar patrono de sua cadeira, a de número 23.

Informações adicionais

  • Nome Completo: José Martiniano de Alencar
  • Data de Nascimento: 1 de maio de 1829
  • Onde nasceu?: Messejana, CE
  • Ocupação: Romancista, Cronista, Dramaturgo, Ensaísta e Político
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